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Armas de fogo são responsáveis por 34% das mortes violentas de crianças menores de 4 anos

Violência física e sexual de crianças e adolescentes têm dia, hora e lugar marcados para acontecer.

Se a princípio, o confinamento e o isolamento da pandemia poderiam ser fatores de proteção da juventude, porque a princípio ficaria mais sob a proteção familiar, essa realidade não se concretizou. Pelo contrário, houve aumento de morte violenta intencional de crianças e adolescentes e os dados demonstram que a violência dentro de casa tem sido um dos principais fatores de risco.

Em 2020, mais de seis mil crianças morreram por morte violenta intencional no Brasil. Dessas, foram 267 crianças de 0 a 11 anos e 5.855 crianças e adolescentes de 12 a 19 anos, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Se comparado ao ano de 2019, esse número significa um aumento de 3,6% nas mortes violentas, sendo que o grupo etário de 0 a 11 anos apresentou aumento de 1,9% e o de 12 a 19, aumento de 3,6%. Há mais de dois anos, morrem 17 crianças e adolescentes por dia no Brasil. A cada duas horas que passam, pelo menos, mais uma dessas vidas se perdem.

O Norte e Nordeste são as regiões que registraram as maiores taxas de morte violenta de vítimas de 0 a 19 anos. Elas acumulam as maiores taxas de letalidade violenta na última década – e os estados com piores taxas por 100 mil habitantes de mortes de crianças e adolescentes são Ceará (27,2), Rio Grande do Norte (20,9), Sergipe (20,6) e Pernambuco (20,3).

Confira  aqui segunda matéria do especial sobre os dados do Fórum de Segurança Pública 2020.

Do Site do PT

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